Os 10 filmes brasileiros do coração
Introdução
Filme Cultura convidou um grupo de pessoas selecionadas – entre críticos, pesquisadores, e profissionais do ramo que tenham se destacado pela cinefilia – para que elaborassem uma lista de aproximadamente dez filmes brasileiros. Não necessariamente os melhores do ponto de vista histórico ou estético, mas os seus filmes preferidos, os seus filmes brasileiros “do coração”. Recebemos 100 respostas, algumas com mais de dez títulos, outras com menos, algumas com comentários, a maioria sem. Não houve nenhum tipo de preconceito: foram votados filmes arrasa-quarteirão e experimentais; longas, médias e curtas de todas as regiões do país; realizações em película ou suporte digital, até mesmo em Super-8; filmes antigos e modernos.A votação foi muito pulverizada, obtendo o primeiro colocado menos de 35% do total de votantes. Assim, alguns diretores com muitos filmes citados não colocaram um filme sequer na lista dos dez mais. Consideramos isso uma particularidade a ser destacada.
Para apresentar um painel mais abrangente de sua enquete, FC disponibiliza em seu site três diferentes entradas para pesquisa: os filmes mais votados, os diretores que tiveram mais filmes citados, e as listas individuais dos votantes.
Os 10 filmes brasileiros do coração
As listas individuais
Adilson Marcelino, editor dos sites Mulheres no Cinema Brasileiro e Revista Zingu – Samba em Brasília, 1960, Watson Macedo. Cabra marcado para morrer, 1964/84, Eduardo Coutinho. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. O império do desejo, 1978, Carlos Reichenbach. Eu matei Lúcio Flávio, 1979, Antonio Calmon. Eros, o deus do amor, 1981, Walter Hugo Khouri. Romance da empregada, 1987, Bruno Barreto. Baixo Gávea, 1986, Haroldo Marinho Barbosa. Sonho de valsa, 1987, Ana Carolina. Meu mundo em perigo, 2009, José Eduardo Belmonte.
Alessandro Giannini, crítico e editor do site Uol Cinema – Anjos do arrabalde, 1987, Carlos Reichenbach. Assalto ao trem pagador, 1962, Roberto Farias. Baile perfumado, 1997, Lírio Ferreira e Paulo Caldas. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Cidade de Deus, 2002, Fernando Meirelles. Edifício Master, 2002, Eduardo Coutinho. O grande momento, 1958, Roberto Santos. O invasor, 2002, Beto Brant. Noite vazia, 1965, Walter Hugo Khouri. São Paulo S/A, 1965, Luís Sérgio Person.
Alfredo Sternheim, crítico e cineasta – Floradas na serra, 1954, Luciano Salce. Viagem aos seios de Duília, 1964, Carlos Hugo Christensen. O homem do sputnik, 1959, Carlos Manga. Fragmentos da vida, 1929, José Medina. Na Garganta do Diabo, 1960, Walter Hugo Khouri. Os cafajestes, 1962, Ruy Guerra. Saneamento básico – o filme, 2007, Jorge Furtado. Estômago, 2007, Marcos Jorge. Menino de Engenho, 1965, Walter Lima Júnior. A moreninha, 1971, Glauco Mirko Laurelli.
Amir Labaki, crítico e curador do festival É Tudo Verdade – São Paulo S/A, 1965, Luis Sérgio Person. Ato de violência, 1980, Eduardo Escorel. Cabra marcado para morrer, 1964/1984, Eduardo Coutinho. Central do Brasil, 1998, Walter Salles. Dona Flor e seus dois maridos, 1976, Bruno Barreto. Noite vazia, 1965, Walter Hugo Khouri. Simão, o caolho, 1952, Alberto Cavalcanti. Jango, 1984, Silvio Tendler. O grande momento, 1957, Roberto Santos. Os saltimbancos Trapalhões, 1981, J. B. Tanko.
Andrea Ormond, crítica e pesquisadora – À meia-noite levarei sua alma, 1964, José Mojica Marins. A mulher que inventou o amor, 1979, Jean Garrett. Chuvas de verão, 1978, Carlos Diegues. O império do desejo, 1978, Carlos Reichenbach. Marcelo Zona Sul, 1970, Xavier de Oliveira. Noite vazia, 1965, Walter Hugo Khouri. Perdida, 1976, Carlos Alberto Prates Correia. A rainha diaba, 1974, Antonio Carlos Fontoura. São Paulo S/A, 1965, Luís Sérgio Person. Um homem sem importância, 1971, Alberto Salvá.
André Gatti, pesquisador e professor – Ganga bruta, 1933, Humberto Mauro. Limite, 1931, Mário Peixoto. O cangaceiro, 1953, Lima Barreto. Nem Sansão nem Dalila, 1955, Carlos Manga. Vidas secas, 1963, Nelson Pereira dos Santos. Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. Iracema, uma transa amazônica, 1974, Jorge Bodanzky e Orlando Senna. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Cidade de Deus, 2002, Fernando Meirelles.
André Setaro, crítico e professor – Deus e o diabo na terra do sol, 1964. Glauber Rocha. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. Limite, 1931, Mário Peixoto. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. São Paulo S/A, 1965, Luís Sérgio Person. Absolutamente certo, 1958, Anselmo Duarte. Tocaia no asfalto, 1962, Roberto Pires. Todas as mulheres do mundo, 1966, Domingos Oliveira. Um ramo para Luísa, 1964, J. B. Tanko. Lílian M – Relatório confidencial, 1975, Carlos Reichenbach.
Antonio Rodrigues, pesquisador da Cinemateca Portuguesa – Limite, 1931, Mário Peixoto. Ganga bruta, 1933, Humberto Mauro. Os inconfidentes, 1972, Joaquim Pedro de Andrade. Todas as mulheres do mundo, 1966, Domingos de Oliveira. Uirá, um índio em busca de Deus, 1973, Gustavo Dahl. Copacabana me engana, 1968, Antonio Carlos Fontoura. Matou a família e foi ao cinema, 1969, Júlio Bressane. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Mulher, 1931, Otávio Gabus Mendes. Santiago, 2007, João Moreira Salles.
Bernadette Lyra, professora e pesquisadora – Limite, 1931, Mário Peixoto. Carnaval no fogo, 1949, Watson Macedo. A margem, 1967, Ozualdo Candeias. Os paqueras, 1969, Reginaldo Faria. Bang Bang, 1971, Andrea Tonacci. Bye bye, Brasil, 1980, Carlos Diegues. Brás Cubas, 1985, Júlio Bressane. Carlota Joaquina, princesa do Brasil, 1995, Carla Camurati. Cidade de Deus, 2002, Fernando Meirelles. Mangue negro, 2008, Rodrigo Aragão.
Bernardo Oliveira, professor e crítico – Virou bagunça, 1960, Watson Macedo. A mulher de todos, 1969, Rogério Sganzerla. Sem essa aranha, 1970, Rogério Sganzerla. O ritual dos sádicos/O despertar da besta, 1970, José Mojica Marins. Orgia ou O homem que deu cria, 1970, João Silvério Trevisan. Bang Bang, 1971, Andrea Tonacci. O amuleto de Ogum, 1974, Nelson Pereira dos Santos. A idade da terra, 1980, Glauber Rocha. O segredo da múmia, 1982, Ivan Cardoso, SuperOutro, 1989, Edgard Navarro. Jogo de Cena, 2007, Eduardo Coutinho.
Bruno Safadi, cineasta – Sem essa, Aranha, 1970, Rogério Sganzerla. Matou a família e foi ao cinema, 1969, Júlio Bressane. A mulher de todos, 1969, Rogério Sganzerla. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Aitaré da Praia, 1925, Gentil Ruiz. Zona Rio Norte, 1957, Nelson Pereira dos Santos. Limite, 1931, Mário Peixoto. Memórias de um estrangulador de louras, 1971, Júlio Bressane. Amor, carnaval e sonhos, 1972, Paulo César Saraceni. A lira do delírio, 1978, Walter Lima Jr.
Cao Guimarães, cineasta e artista plástico – Limite, 1931, Mário Peixoto. Iracema, uma transa amazônica, 1974, Jorge Bodanzky e Orlando Senna. Santiago, 2007, João Moreira Salles. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. O padre e a moça, 1966, Joaquim Pedro de Andrade. A lira do delírio, 1978, Walter Lima Jr. Viajo por que preciso, volto por que te amo, 2009, Karim Aïnouz e Marcelo Gomes. Matou a família e foi ao cinema, 1969, Júlio Bressane. Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. A idade da terra, 1980, Glauber Rocha.
Carlos Alberto Mattos, crítico, membro da redação de Filme Cultura – Brasília segundo Feldman, 1979, Vladimir Carvalho e Eugene Feldman. Cabra marcado para morrer, 1964/1984, Eduardo Coutinho. Esta não é a sua vida, 1991, Jorge Furtado. Iracema, uma transa amazônica, 1974, Jorge Bodanzky e Orlando Senna. Lavoura arcaica, 2001, Luiz Fernando Carvalho. Limite, 1931, Mário Peixoto. A lira do delírio, 1978, Walter Lima Jr. Santiago, 2007, João Moreira Salles. Sudoeste, 2010, Eduardo Nunes (inédito). Vidas secas, 1963, Nelson Pereira dos Santos.
Carlos Augusto Brandão, pesquisador e diretor da Fipresci – Vidas secas, 1964, Nelson Pereira dos Santos. Limite, 1931, Mário Peixoto. Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. Assalto ao trem pagador, 1962, Roberto Farias. Tropa de elite, 2007, José Padilha. O invasor, 2002, Beto Brant. O país de São Saruê, 1971, Vladimir Carvalho. A hora da estrela, 1985, Suzana Amaral. A hora e a vez de Augusto Matraga, 1965, Roberto Santos. Cabra marcado para morrer, 1985, Eduardo Coutinho.
Carlos Eduardo Pereira (Cadu), pesquisador da Cinemateca do MAM-RJ – Ganga bruta, 1933, Humberto Mauro. O império do desejo, 1981, Carlos Reichenbach. O homem do sputnik, 1959, Carlos Manga. A idade da terra, 1980, Glauber Rocha. Fome de amor, 1968, Nelson Pereira dos Santos. Noite vazia, 1965, Walter Hugo Khouri. Sonho de valsa, 1987, Ana Carolina. Filme de amor, 2003, Júlio Bressane. Navalha na carne, 1969, Braz Chediak. Betão Ronca Ferro, 1970, Geraldo Miranda e Pio Zamuner.
Carlos Primati, pesquisador e editor da revista e blog Cine Monstro – O ritual dos sádicos/O despertar da besta, 1970, José Mojica Marins. A força dos sentidos, 1978, Jean Garrett. O anjo da noite, 1974, Walter Hugo Khouri. À meia-noite levarei sua alma, 1964, José Mojica Marins. Baixio das Bestas, 2006, Cláudio Assis. Amadas e violentadas, 1975, Jean Garrett. O estranho mundo de Zé do Caixão, 1968, José Mojica Marins. Os monstros de Babaloo, 1971, Elyseu Visconti. Os Famosos e os Duendes da Morte, 2009, Esmir Filho. A encarnação do demônio, 1981, José Mojica Marins. Tormenta, 1982, Uberto Mollo. O sósia da morte, 1975, Luís Miranda Correia e João Ramiro Mello. Fica comigo esta noite, 2006, João Falcão. O escorpião escarlate, 1990, Ivan Cardoso. Faca de dois gumes, 1989, Murilo Salles. Mistéryos, 2008, Beto Carminatti e Pedro Merege. Morgue story: sangue, baiacu e quadrinhos, 2009, Paulo Biscaia Filho. Mangue negro, 2008, Rodrigo Aragão. Amei um bicheiro, 1951, Jorge Illeli e Paulo Vanderley. Os sóis da ilha de Páscoa, 1972, Pierre Kast.
Carlos Reichenbach, cineasta – São Paulo S/A, 1965, Luis Sergio Person. Vidas secas, 1963, Nelson Pereira dos Santos. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. O amuleto de Ogum, 1974, Nelson Pereira dos Santos. Bang Bang, 1970, Andrea Tonacci. O ritual dos sádicos/O despertar da besta, 1969/82, de José Mojica Marins. O pornógrafo, 1970, João Callegaro. O viajante, 1999, Paulo Cesar Saraceni. Perdida, 1975, Carlos Alberto Prates Correia. Os sermões, 1990, Júlio Bressane. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. O som ou tratado da harmonia, 1984, Arthur Omar. A grande cidade, 1965, Carlos Diegues. Sertão em festa, 1970, Oswaldo de Oliveira. Chico Viola não morreu, 1955, Román Vañoly Barreto. Pecado na sacristia, 1975, Miguel Borges. Ovelha negra/Despedida de solteiro, 1974, Haroldo Marinho Barbosa.
Cássio Starling Carlos, crítico – A lira do delírio, 1978, Walter Lima Jr. Anjos do arrabalde, 1978, Carlos Reichenbach. O padre e a moça, 1966, Joaquim Pedro de Andrade. São Bernardo, 1971, Leon Hirszman. A idade da terra, 1980, Glauber Rocha. Eu te amo, 1981, Arnaldo Jabor. Iracema, uma transa amazônica, 1974, Jorge Bodanzky e Orlando Senna. Boca de Ouro, 1962, Nelson Pereira dos Santos. Cabra marcado para morrer, 1964/1984, Eduardo Coutinho. O céu de Suely, 2006, Karim Aïnouz.
Cavi Borges, cineasta e dono da locadora Cavídeo – Cidade de Deus, 2002, Fernando Meirelles. Central do Brasil, 1998, Walter Salles. O céu de Suely, 2006, Karim Aïnouz. Ilha das Flores, 1989, Jorge Furtado. Tropa de elite 2, 2010, José Padilha. Edifício Master, 2002, Eduardo Coutinho. 5xFavela – agora por nós mesmos, 2010, diversos diretores. Vidas secas, 1963, Nelson Pereira dos Santos. São Paulo S/A, 1965, Luís Sérgio Person. Riscado, 2010, Gustavo Pizzi.
César Guimarães, professor e pesquisador – Vidas secas, 1963, Nelson Pereira dos Santos. São Bernardo, 1971, Leon Hirszman. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. Claro, 1975, Glauber Rocha. Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. Iracema, uma transa amazônica, 1974, Jorge Bodanzky e Orlando Senna. Cabra marcado para morrer, 1964/1984, Eduardo Coutinho. Serras da Desordem, 2006, Andrea Tonacci. Corumbiara, 2006, Vincent Carelli. O céu de Suely, 2006, Karim Aïnouz.
César Zamberlan, crítico e editor do site Cinequanon – Virou bagunça, 1960, Watson Macedo. A mulher de todos, 1969, Rogério Sganzerla. Sem essa, Aranha, 1970, Rogério Sganzerla. O ritual dos sádicos/O despertar da besta, 1970, José Mojica Marins. Orgia ou O homem que deu cria, 1970, João Silvério Trevisan. Bang Bang, 1971, Andrea Tonacci. O amuleto de Ogum, 1974, Nelson Pereira dos Santos. A idade da terra, 1980, Glauber Rocha. O segredo da múmia, 1982, Ivan Cardoso. SuperOutro, 1989, Edgard Navarro. Jogo de Cena, 2007, Eduardo Coutinho.
Cezar Migliorin, crítico e professor – Ilha das Flores, 1989, Jorge Furtado. Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. O pagador de promessas, 1962, Anselmo Duarte. Carlota Joaquina, 1995, Carla Camurati. Pixote, 1981, Hector Babenco. Todas as mulheres do mundo, 1967, Domingos de Oliveira. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. Nelson Sargento, 1987, Estevão Ciavatta. Bar Esperança, 1983, Hugo Carvana. Iracema, uma transa amazônica, 1974, Jorge Bodanzky e Orlando Senna. O casamento, 1975, Arnaldo Jabor.
Cid Nader, crítico e editor do site Cinequanon – A marvada carne, 1987, André Klotzel. Serras da desordem, 2006, Andrea Tonacci. São Bernardo, 1971, Leon Hirszman. Iracema, uma transa amazônica, 1976, Jorge Bodanzky e Orlando Senna. Blá blá blá, 1975, Andrea Tonacci. Anjos do arrabalde, 1978, Carlos Reichenbach. Bye Bye Brasil, 1980, Carlos Diegues. Noites paraguayas, 1982, Aloysio Raulino. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Limite, 1931, Mário Peixoto.
Cláudio Carvalho, crítico – Limite, 1931, Mário Peixoto. O homem do sputnik, 1959, Carlos Manga. Cidade de Deus, 2002, Fernando Meirelles. Bonitinha mas ordinária, 1981, Braz Chediak. Bicho de sete cabeças, 2001, Laís Bodanzky. Dona Flor e seus dois maridos, 1976, Bruno Barreto. As melhores coisas do mundo, 2010, Laís Bodanzky. Tropa de elite, 2007, José Padilha. O homem que desafiou o diabo, 2007, Moacyr Góes. O homem que copiava, 2003, Jorge Furtado.
Cléber Eduardo – crítico da revista Cinética e professor – A lista de 10 filmes brasileiros, abaixo, é uma lista puramente afetiva, que, se feita com outros critérios, seria alterada parcialmente, mas apenas parcialmente. Afetiva porque cada um desses filmes, vistos mais de uma vez, quando vistos na primeira aproximação, causaram espécie de descarga, de choque, como um imã a solicitar mais conhecimento. Mais conhecimento não é mais intimidade, mas um processo de descoberta, sem a distância de um racionalismo crítico, também possível de ser uma forma de relação com esse filme. No entanto, é uma lista sem razão, com a lógica dos sentimentos, concentrada nos anos 60 e interrompida nos anos 80, menos por reação ao cinema dos últimos 25 anos, mais porque foram com esses filmes que fui me interessando com afeto por filmes de momentos anteriores à minha vivência contemporânea do cinema no Brasil.
Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. A opinião pública, 1967, Arnaldo Jabor. São Paulo S/A, 1965, Luís Sérgio Person. Todas as mulheres do mundo, 1966, Domingos de Oliveira. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. A menina do lado, 1987, Alberto Salvá. Bang Bang, 1969, Andrea Tonacci. Iracema, uma transa amazônica, 1974, Jorge Bodanzky e Orlando Senna. Mato eles?, 1982, Sérgio Bianchi. Barbosa, 1988, Ana Luisa Azevedo e Jorge Furtado.
Daniel Caetano, membro da redação de Filme Cultura – Minha lista tem lado A e lado B, como os velhos LPs:
Lado A – A mulher de todos, 1969, Rogério Sganzerla. Carnaval Atlântida, 1952, José Carlos Burle. Flamengo paixão, 1980, David Neves. O império do desejo, 1981, Carlos Reichenbach. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Rio Zona Norte, 1957, Nelson Pereira dos Santos. Serras da desordem, 2006, Andrea Tonacci.
Lado B – Alma corsária, 1993, Carlos Reichenbach. O amuleto de Ogum, 1974, Nelson Pereira dos Santos. O bom marido, 1978, Antonio Calmon. O fim e o princípio, 2005, Eduardo Coutinho. O padre e a moça, 1966, Joaquim Pedro de Andrade. O palhaço Xupeta, 1996, André Luís Sampaio e Carlos Sanchez. Por dentro do cinema novo – minha viagem, Editora Nova Fronteira, 1993, Paulo César Saraceni (Esse livro é filme!). Terra em transe, 1967, Glauber Rocha.
Daniel Filho, ator, diretor e produtor – Dona Flor e seus maridos, 1976, Bruno Barreto. Carnaval no fogo, 1949, Watson Macedo. O pagador de promessas, 1962, Anselmo Duarte. Cidade de Deus, 2002, Fernando Meirelles. O grande momento, 1957, Roberto Santos. Todas as mulheres do mundo, 1967, Domingos de Oliveira. Rio 40º, 1955, Nelson Pereira dos Santos. Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. Pixote, 1981, Hector Babenco. Chuvas de verão, 1978, Carlos Diegues. Assalto ao trem pagador, 1962, Roberto Farias. Eles não usam black-tie, 1981, Leon Hirszman. Toda nudez será castigada, 1973, Arnaldo Jabor.
Denílson Lopes, professor e pesquisador – Nunca fomos tão felizes, 1974, Murilo Salles. O céu de Suely, 2006, Karim Aïnouz. Crônica da casa assassinada, 1971, Paulo César Saraceni. Chuvas de verão, 1978, Carlos Diegues. Anjos da noite, 1987, Wilson Barros. Central do Brasil, 1998, Walter Salles. Memória de Helena, 1969, David Neves. São Bernardo, 1971, Leon Hirszman. Aqueles dois, 1985, Sergio Amon. A dama do Cine Shangai, 1987, Guilherme de Almeida Prado.
Eduardo Escorel, cineasta e crítico da revista Piauí – Vidas secas, 1963, Nelson Pereira dos Santos. O poeta do Castelo, 1959. Joaquim Pedro de Andrade. Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. Iracema, uma transa amazônica, 1974, Jorge Bodanzky e Orlando Senna. Memórias do cárcere, 1984, Nelson Pereira dos Santos. Imagens do inconsciente, 1987, Leon Hirszman. A marvada carne, 1987, André Klotzel. Baile perfumado, 1997, Lírio Ferreira e Paulo Caldas. Nelson Freire, 2003, João Moreira Salles. Jogo de cena, 2007, Eduardo Coutinho.
Evaldo Mocarzel, jornalista e cineasta – Limite, 1931, Mário Peixoto. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. São Bernardo, 1971, Leon Hirszman. Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. Triste trópico, 1974, Arthur Omar. Toda nudez será castigada, 1973, Arnaldo Jabor. Noite vazia, 1965, Walter Hugo Khouri. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Mar de rosas, 1977, Ana Carolina. Alma corsária, 1993, Carlos Reichenbach.
Fabián Nuñez, professor e pesquisador – Os Trapalhões no rabo do cometa, 1986, Dedé Santana. Dias melhores virão, 1989, Carlos Diegues. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Carnaval Atlântida, 1952, José Carlos Burle. Lábios sem beijos, 1930, Humberto Mauro. Amei um bicheiro, 1952, Jorge Ileli e Paulo Wanderley. As aventuras amorosas de um padeiro, 1975, Waldir Onofre. A viúva virgem, 1972, Pedro Carlos Rovai. Um homem sem importância, 1971, Alberto Salvá. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha.
Fábio Andrade, crítico e editor do site Cinética – Limite, 1931, Mário Peixoto. A lira do delírio, 1978, Walter Lima Jr. Moscou, 2009, Eduardo Coutinho. Meteorango Kid, 1969, Andre Luís Oliveira. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Todas as mulheres do mundo, 1967, Domingos Oliveira. Santiago, 2007, João Moreira Salles. Lilian M, 1975, Carlos Reichenbach. Rio Zona Norte, 1957, Nelson Pereira dos Santos.
Felipe Bragança, crítico e cineasta – A hora e a vez de Augusto Matraga, 1966, Roberto Santos. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. O grande momento, 1958, Roberto Santos. A lira do delírio, 1978, Walter Lima Jr. A margem, 1967, Ozualdo Candeias. Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. Memórias de um estrangulador de louras, 1971, Júlio Bressane. SuperOutro, 1989, Edgard Navarro. Madame Satã, 2002, Karim Aïnouz. Santo Forte, 1999, Eduardo Coutinho.
Fernando Secco, crítico e editor do site Moviola – Ladrões de cinema, 1977, Fernando Coni Campos. Central do Brasil, 1998, Walter Salles. Madame Satã, 2002, Karim Aïnouz. Ilha das Flores, 1989, Jorge Furtado. Edificio Master, 2002, Eduardo Coutinho. Filme de amor, 2003, Júlio Bressane. Serras da Desordem, 2006, Andrea Tonacci. Os Trapalhões na terra dos monstros, 1989, Flávio Migliaccio. Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. Jogo de cena, 2007, Eduardo Coutinho.
Fernando Veríssimo, crítico e jornalista do site Filme B – À meia-noite levarei sua alma, 1964, José Mojica Marins. Ainda agarro essa vizinha, 1974, Pedro Rovai. Dois Córregos, 1999, Carlos Reichenbach. Ganga bruta, 1933, Humberto Mauro. Guerra conjugal, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. Histórias que nossas babás não contavam, 1979, Oswaldo de Oliveira. Mauá, o imperador e o rei, 1999, Sérgio Rezende. O casamento, 1976, Arnaldo Jabor. O matador profissional, 1969, Jece Valadão. Rio Babilônia, 1982, Neville d’Almeida. SuperOutro, 1989, Edgar Navarro. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha.
Filipe Furtado, crítico – Bang Bang, 1971, Andrea Tonacci. O prisioneiro da grade de ferro, 2004, Paulo Sacramento. O vampiro da cinemateca, 1977, Jairo Ferreira. Filme demência, 1986, Carlos Reichenbach. Sem essa, Aranha, 1970, Rogério Sganzerla. O jogo da vida, 1977, Maurice Capovilla. SuperOutro, 1986, Edgar Navarro. Carnaval Atlântida, 1952, José Carlos Burle. Di Cavalcanti, 1977, Glauber Rocha. A velha a fiar, 1964, Humberto Mauro.
Francis Vogner dos Reis, crítico – Alma corsária, 1993, Carlos Reichenbach. Rio Zona Norte, 1957, Nelson Pereira dos Santos. A idade da terra, 1980, Glauber Rocha. O ritual dos sádicos/O despertar da besta, 1970, José Mojica Marins. SuperOutro, 1989, Edgar Navarro. Meu nome é Tonho, 1969, Ozualdo Candeias. Sangue mineiro, 1930, Humberto Mauro. Amada amante, 1978, Cláudio Cunha. A lira do delírio, 1978, Walter Lima Jr. Sem essa, Aranha, 1970, Rogério Sganzerla.
Francisco César Filho, cineasta e curador de mostras – A velha a fiar, 1964, Humberto Mauro. Alma corsária, 1993, Carlos Reichenbach. Cabra marcado para morrer, 1964/1984, Eduardo Coutinho. Di Cavalcanti, 1977, Glauber Rocha. Ilha das Flores, 1989, Jorge Furtado. Limite, 1931, Mário Peixoto. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. São Paulo S/A, 1965, Luís Sérgio Person. Um céu de estrelas, 1996, Tata Amaral.
Gabriel Carneiro, crítico e editor do site Revista Zingu – Dois Córregos, 1999, Carlos Reichenbach. São Paulo S/A, 1965, Luís Sérgio Person. O ritual dos sádicos/O despertar da besta, 1969, José Mojica Marins. Noite vazia, 1964, Walter Hugo Khouri. O pagador de promessas, 1962, Anselmo Duarte. A dama do Cine Shanghai, 1988, Guilherme de Almeida Prado. Alma corsária, 1993, Carlos Reichenbach. Rio, Zona Norte, 1957, Nelson Pereira dos Santos. É proibido beijar, 1954, Ugo Lombardi. Pureza proibida, 1974, Alfredo Sternheim.
Gelson Santana, professor e pesquisador – Matar ou correr, 1954, Carlos Manga. A margem, 1967, Ozualdo Candeias. Os paqueras, 1969, Reginaldo Faria. Bang Bang, 1971, Andrea Tonacci. Bye bye, Brasil, 1980, Carlos Diegues. Brás Cubas, 1985, Júlio Bressane. Carlota Joaquina, princesa do Brasil, 1995, Carla Camurati. Amélia, 2000, Ana Carolina. Cidade de Deus, 2002, Fernando Meirelles. Mangue negro, 2008, Rodrigo Aragão.
Geraldo Veloso, crítico, pesquisador e cineasta – Rio, Zona Norte, 1957, Nelson Pereira dos Santos. Boca de ouro, 1963, Nelson Pereira dos Santos. Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. Menino de engenho, 1965, Walter Lima Júnior. Memória de Helena, 1969, David Neves. O bravo guerreiro, 1969, Gustavo Dahl. O desafio, 1965, Paulo César Saraceni. Matou a família e foi ao cinema, 1969, Júlio Bressane. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. Cabezas cortadas, 1970, Glauber Rocha. Sem essa, Aranha, 1970, Rogério Sganzerla. Triste trópico, 1974, Arthur Omar. Cabaré mineiro, 1980, Carlos Alberto Prates Correia. Perdida, 1976, Carlos Alberto Prates Correia. Os fuzis, 1964, Ruy Guerra. Absolutamente certo, 1957, Anselmo Duarte. Vidas secas, 1963 e Memórias do cárcere, 1984, Nelson Pereira dos Santos. Jardim de guerra, 1970, Neville d’Almeida. Bang Bang, 1970, Andrea Tonacci. Copacabana me engana, 1968, Antônio Carlos Fontoura. A vida provisória, 1968, Maurício Gomes Leite. Fulaninha, 1986, David Neves. São Paulo S.A., 1965, Luís Sérgio Person.
Gilberto Santeiro, curador da Cinemateca do MAM-RJ – Tesouro perdido, 1927, Humberto Mauro. Alô,alô, carnaval!, 1936, Adhemar Gonzaga. Destino em apuros, 1954, Ernesto Renani. Alegria de viver, 1958, Watson Macedo. Kirongozi, mestre caçador, 1956, Geraldo Junqueira de Oliveira, Super beldades, 1962, Konstantin Tkaczenko. A grande cidade, 1966, Carlos Diegues. Ovelha negra/Despedida de solteiro, 1974, Haroldo Marinho Barbosa. A família do barulho, 1970, Júlio Bressane. O signo do caos, 2005, Rogério Sganzerla.
Gilberto Silva Jr, crítico – Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. O império do desejo, 1981, Carlos Reichenbach. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Guerra conjugal, 1975, Joaquim Pedro. O ritual dos sádicos/O despertar da besta, 1970, José Mojica Marins. Bar Esperança, 1983, Hugo Carvana. Roberto Carlos em ritmo de aventura, 1968, Roberto Farias. O Trapalhão nas minas do rei Salomão, 1977, J. B. Tanko. O bem dotado/O homem de Itu, 1978, José Miziarra. Bonitinha mas ordinária, 1981, Braz Chediak.
Hernani Heffner, conservador da Cinemateca do MAM-RJ, pesquisador e professor – O grande momento, 1957, Roberto Santos. Anjos da noite, 1987, Wilson Barros. O velho e o novo, 1967, Maurício Gomes Leite. Yansan, 2006, Carlos Eduardo Nogueira. As aventuras amorosas de um padeiro, 1975, Waldyr Onofre. Di Cavalcanti, 1977, Glauber Rocha. Meteorango Kid, 1969, André Luís Oliveira. Os óculos do vovô, 1913, Francisco Santos. Bonequinha de Seda, 1936, Oduvaldo Vianna. De vento em popa, 1957, Carlos Manga.
Inácio Araújo, roteirista e crítico de cinema da Folha de São Paulo – Meu nome é Tonho, 1969, Ozualdo Candeias. O grande momento, 1958, Roberto Santos. Brasa dormida, 1928, Humberto Mauro. O padre e a moça, 1966, Joaquim Pedro de Andrade. O pornógrafo, 1970, João Callegaro. Ganga bruta, 1933, Humberto Mauro. Amor, palavra prostituta, 1982, Carlos Reichenbach. Inocência, 1983, Walter Lima Jr. Uma aula de sanfona (episódio de As safadas), 1982, Inácio Araújo. Vidas secas, 1964, Nelson Pereira dos Santos.
Ivan Cardoso, cineasta – Nos tempos de Tibério César, 1957, Ettore Brescia. (Adoro filme de romano, principalmente, quando as estátuas são humanas, tremem & até se mexem… Infelizmente não existe mais o negativo, nem as cópias deste grande clássico que sobrevive agora nos seus raros stills). Elas atendem pelo telefone, 1963, Duilio Mastroianni. (Uma verdadeira obra-prima noir de um cinema brasileiro ignorado & desprezado por todos.) Estranho triângulo, 1970, Pedro Camargo. (Outro estranho filme que, por estar à frente de seu tempo, abordando temas sexuais, ainda, proibidos – é uma meta biografia do galã Carlo Mossy, então com 25 anos, que era amante do lendário marchand de quadros falsos Fernand Legros – foi mutilado pela censura & esquecido pela esquerda, indo para o limbo.) O bem dotado/O homem de Itu, 1978, José Miziara. (Um clássico das pornochanchadas estrelado pelo “belmondo” de Santos, Nuno Leal Maia & uma verdadeira constelação de atrizes da Boca do Lixo!!!) Ariella, 1980, John Herbert. (Outra obra-prima dirigida pelo galante John Herbert, apresentando Nicole Puzzi, outra diva da Boca, na flor dos seus 22 anos, como o diabo gosta. Produção: Pedro Rovai!) Mulher, mulher, 1982, de Jean Garrett. (Um cult movie inesquecível para todos aqueles que gostavam de ver a apetitosa Helena Ramos nua no cinema, que devem ser muitos porque o filme fez mais de 2 milhões de espectadores. Fotografia de Carlos Reichenbach & roteiro de R.F.Lucchetti!) A mulher de todos, 1969, Rogério Sganzerla. (Não é a sua melhor fita, mas, sem dúvida nenhuma, é o Finnegan’s wake do Luz Vermelha! Um filme de praia sem praia, rodado em Policolor, onde Jô Soares dá um banho de interpretação, num ritmo alucinante que antecipa o que poderia ter sido mas não foi a Belair “de Rogério Sganzerla”!) As feras, 1995, Walter Hugo Khouri. (Disparado o melhor filme brasileiro depois do resgate! Em seu “último suspiro”, Walter nos deixou mais uma inesperada obra-prima, tão saborosa quanto a modelo Claudia Liz, inteiramente nua… Como era bom o cinema paulista no tempo do Khouri!) Na mira do assassino, 1968, Mário Lattini. (Outra pérola negra perdida no tempo… Com Agildo Ribeiro, Milton Moraes & Wilson Grey dando tiro para todos os lados, o thriller comprova a qualidade, vitalidade & o sucesso de público do cinema policial brasileiro!) O quinto poder, 1962, Alberto Pieralisi. (É um filmaço pra Hitchcock nenhum botar defeito, que fecha com chave de ouro a minha lista por um cinema brasileiro mais democrático! Com um magistral roteiro de Carlos Pedregal em torno de um tema bastante em voga naquele tempo – o filme tinha de ser rodado no transloucado (des)governo Janio Quadros –, a propaganda “subliminar” na tevê… Misturando espiões nazistas que invadem o Brasil, a trama macabra termina com uma antológica luta nos braços do Cristo Redentor, digna do “mestre do suspense”! Em 64, este filme acabou sendo vítima de uma série de equívocos que culminaram com o incêndio de seus negativos & a fuga de Pedregal para a Espanha. Mas, graças a uma cópia da cinemateca de Berlim, o filme foi restaurado & aos poucos vai mostrando os seus “poderes”, que continuam mais fortes do que nunca!!!).
Ivana Bentes, pesquisadora e diretora da Escola de Comunicação da UFRJ – Carnaval Atlântida, 1952, José Carlos Burle. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Câncer, 1972, Glauber Rocha. Viagem ao fim do mundo, 1968, Fernando Coni Campos. Limite, 1931, Mário Peixoto. Esta noite levarei sua alma, 1964, José Mojica Marins. Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. Rio, Zona Norte, 1957, Nelson Pereira dos Santos. Manhã na roça: o carro de boi, 1955, Humberto Mauro. A festa da menina morta, 2008, Matheus Nachtergaele.
Ivonete Pinto, crítica – Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. A marvada carne, 1987, André Krotzel. Filme demência, 1986, Carlos Reichenbach. Noites do sertão, 1984, Carlos Alberto Prates Correia. Festa, 1989, Ugo Giorgetti. Central do Brasil, 1998, Walter Salles. Serras da desordem, 2006, Andrea Tonacci. Deu pra ti, anos 70, 1981, Giba Assis Brasil e Nelson Nadotti. Verdes anos, 1984, Giba Assis Brasil e Carlos Gerbase. Motorista sem limites, 1970, Milton Barragan.
João Carlos Rodrigues, crítico e pesquisador, membro da redação de Filme Cultura – Sinfonia amazônica, 1951, Anélio Lattini. O petróleo é nosso, 1954, Watson Macedo. Garotas e samba, 1957, Carlos Manga. Pega ladrão!, 1957, Alberto Pieralisi (não é chanchada, é infanto-juvenil baseado no clássico checo Emil e os detetives). Rio Zona Norte, 1957, Nelson Pereira dos Santos. Quem roubou meu samba?, 1959, José Carlos Burle. Tocaia no asfalto, 1962, Roberto Pires. Documentário, 1966, Rogério Sganzerla. Meteorango Kid, 1969, André Luís Oliveira. O monstro caraíba, 1975, Júlio Bressane. A casa das tentações, 1975, Rubem Biáfora. O casamento, 1976, Arnaldo Jabor. Di Cavalcanti, 1977, Glauber Rocha. A ilha dos prazeres proibidos, 1979, Carlos Reichenbach. Corpo devasso, 1980, Alfredo Sternheim. O viajante, 1999, Paulo César Saraceni. Houve uma vez dois verões, 2002, Jorge Furtado. O prisioneiro da grade de ferro, 2004, Paulo Sacramento.
João Carlos Sampaio, jornalista e crítico do jornal A Tarde (Salvador, BA) – O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Bang Bang, 1971, Andrea Tonacci. Filme Demência, 1986, Carlos Reichenbach. SuperOutro, 1989, Edgard Navarro. A margem, 1967, Ozualdo Candeias. Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. O mandarim, 1995, Júlio Bressane. Cabaré mineiro, 1980, Carlos Alberto Prates Correia. À meia-noite levarei sua alma, 1964, José Mojica Marins.
João Luiz Vieira, crítico, pesquisador e professor – A lista, sem ordem de preferência, absolutamente do coração e da memória: Rio Fantasia, 1956, de Watson Macedo, pela sedução da imagem em preto & branco de uma Eliana estrela, alegre, jovial; dos números musicais, das coreografias, de um mundo prometido muito bem pelo título do filme e conseguido integralmente. O império do desejo, 1981, de Carlos Reichenbach, um filme que, naquele momento (1981), vinha completamente ao encontro do que eu achava ser o caminho do cinema: reflexivo, intertextual, paródico, inteligente, politicamente agressivo e anárquico, provocador e muito engraçado. Prova de que o cinema poderia ser simultaneante conceitual, esteticamente transgressor, sem perder o humor. Fome de amor, 1968, de Nelson Pereira dos Santos, outro impacto que cresceu ao longo dos anos, especialmente pela novidade da montagem descontínua, fotografia estourada, música absolutamente inovadora e, principalmente, pelas referências políticas que exigiam do espectador uma leitura mais que atenta. Macunaíma, 1969, de Joaquim Pedro de Andrade, filme que continuo a ver com o mesmo interesse e que, a cada visão, traz algo de novo, sempre. A cor, a escolha das músicas e a relação das letras com o que acontece na imagem, o cuidado com a cenografia e o vestuário, além, evidente, das interpretações icônicas de Paulo José (travestido, impagável!), Otelo, Dina Sfat e o sempre inesquecível e grotesco Jardel Filho de Venceslau Pietro Pietra. Todas as mulheres do mundo, 1967, de Domingos de Oliveira, que assisti pela primeira vez muito próximo, ou colado, ao Acossado, de Godard. Tudo a ver, eu achava, com o que era novo num cinema novo: a leveza (e a liberdade) da narração, a câmera na mão pelas ruas ou pelos apartamentos reais, a agilidade da montagem, a consciência de um cinema de gênero. Além, claro, de Leila Diniz e, de novo, Paulo José – espécie de Belmondo mais solto, levado. Limite, 1931, de Mário Peixoto, que também vejo e revejo com o mesmo interesse e emoção. É, sem dúvida alguma, o único filme brasileiro que me faz embarcar num fluxo de imagens e sons de uma outra dimensão subjetiva, interior, calada. Finalmente destacaria, ao invés dos filmes inteiros, momentos de dois filmes absolutamente impagáveis, que revelam o humor e a picardia de nossa cultura: Em Carnaval Atlântida, 1952, de José Carlos Burle, Oscarito travestido de Helena de Tróia sendo “cantado” por um magro e impostado Lewgoy, ninguém esquece. Como também a performance dele como um bebê grotesco, lúbrico e muito indecente cantando a Marcha do neném no início de Aviso aos navegantes, 1950, também do mestre Macedo. Com uma abertura dessas, qualquer coisa que viesse a seguir garantia a alegria. Sempre lembro da expressão de Zezé Macedo em O homem do sputnik, 1959, de Carlos Manga, ao dar um enfático chega prá lá na também inesquecível BB de Norma Bengell de olho (e pernas) para cima do “seu” Anastácio ao adverti-la para ir “beber outro marido porque o meu não é refresco, sua Messalina!”. Acho que fico por aqui, assim, sem completar uma lista de dez. Na realidade, entrando por este caminho aqui do final, são tantas as cenas, tantos os atores e atrizes que me marcaram que a lista pode continuar para sempre…
Joel Pizzini, cineasta – Limite, 1931, Mário Peixoto. Ladrões de cinema, 1977, Fernando Coni Campos. O padre e a moça, 1966, Joaquim Pedro de Andrade. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. Porto das Caixas, 1962, Paulo César Saraceni. A hora e a vez de Augusto Matraga, 1966, Roberto Santos. Os cafajestes, 1962, Ruy Guerra. Tabu, 1999, Júlio Bressane. Memórias do cárcere, 1989, Nelson Pereira dos Santos. São Bernardo, 1971, Leon Hirszman. A mulher de todos, 1969, Rogério Sganzerla.
Jorge Vasconcelos, professor e pesquisador – Limite, 1931, Mário Peixoto. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. São Bernardo, 1971, Leon Hirszman. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. A idade da terra, 1980, Glauber Rocha. Noite vazia, 1965, Walter Hugo Khouri. Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. O anjo nasceu, 1969, Júlio Bressane. Lavoura arcaica, 2001, Luiz Fernando Carvalho.
José Carlos Monteiro, crítico e professor – Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. Vidas secas, 1964, Nelson Pereira dos Santos. Os fuzis, 1964, Ruy Guerra. Bye bye Brasil, 1980, Carlos Diegues. Eles não usam black-tie, 1981, Leon Hirszman. Cabra marcado para morrer, 1964/1984, Eduardo Coutinho. Di Cavalcanti, 1977, Glauber Rocha. Uirá, um índio em busca de Deus, 1973, Gustavo Dahl. Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. Limite, 1931, Mário Peixoto.
José Eduardo Belmonte, cineasta – Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. Vidas secas, 1963, Nelson Pereira dos Santos. Nem Sansão nem Dalila, 1955, Carlos Manga. Lucio Flávio, o passageiro da agonia, 1977, Hector Babenco. Chuvas de verão, 1978, Carlos Diegues. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. A cor do seu destino, 1986, Jorge Durán. Cabra marcado pra morrer, 1964/1984, Eduardo Coutinho. Terra estrangeira, 1996, Walter Salles. Cidade de Deus, 2000, Fernando Meirelles. Madame Satã, 2002, Karim Aïnouz. Bar Esperança, 1983, Hugo Carvana..
José Geraldo Couto, crítico da Folha de São Paulo – Limite, 1931, Mário Peixoto. Rio Zona Norte, 1957, Nelson Pereira dos Santos. Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. A hora e a vez de Augusto Matraga, 1966, Roberto Santos. Noite vazia, 1965, Walter Hugo Khouri. O padre e a moça, 1966, Joaquim Pedro de Andrade. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. Santo forte, 1999, Eduardo Coutinho. Serras da desordem, 2006, Andrea Tonacci. O grande momento, 1958, Roberto Santos. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. Todas as mulheres do mundo, 1967, Domingos de Oliveira. Matou a família e foi ao cinema, 1969, Júlio Bressane.
Júlio César de Miranda, curador de mostras, dono da antiga locadora Polytheama – Ganga bruta, 1932, Humberto Mauro. Carnaval Atlântida, 1952, José Carlos Burle. Vidas secas, 1963, Nelson Pereira dos Santos. Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. São Jerônimo, 1999, Júlio Bressane. O fim e o principio, 2006, Eduardo Coutinho. Glauces: estudo de um rosto, 2001, Joel Pizzini.
Kléber Mendonça Filho, crítico, cineasta e programador de cinema – SuperOutro, 1989, Edgar Navarro. A lira do delírio, 1978, Walter Lima Jr. Lúcio Flávio, o passageiro da agonia, 1977, Hector Babenco. Terra estrangeira, 1996, Walter Salles e Daniela Thomas. A hora vagabunda, 1998, Rafael Conde. Vidas secas, 1963, Nelson Pereira dos Santos. O pagador de promessas, 1962, Anselmo Duarte. Di Cavalcanti, 1977, Glauber Rocha. O Trapalhão no planalto dos macacos, 1976, J. B.Tanko. Muro, 2008, Bruno Bezerra (Tião).
Laura Cánepa, professora e pesquisadora – Eu sei que vou te amar, 1986, Arnaldo Jabor. Bang Bang, 1971, Andrea Tonacci. Edifício Master, 2002, Eduardo Coutinho. Os cafajestes, 1962, Ruy Guerra. Os Trapalhões e o Mágico de Oroz, 1984, Vitor Lustosa e Dedé Santana. À meia-noite levarei sua alma, 1964, José Mojica Marins. As filhas do fogo, 1978, Walter Hugo Khouri. O pasteleiro (episódio de Aqui, tarados!), 1981, David Cardoso. A força dos sentidos, 1978, Jean Garrett. Ninfas diabólicas, 1978, John Doo.
Leonardo Luís Ferreira, crítico e cineasta – Terra em transe, 1964, Glauber Rocha. Limite, 1931, Mário Peixoto. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. À meia-noite levarei a sua alma, 1964, José Mojica Marins. Ganga bruta, 1933, Humberto Mauro. Amor, palavra prostituta, 1982, Carlos Reichenbach, A margem, 1967, Ozualdo Candeias. O anjo nasceu, 1969, Júlio Bressane. Cabra marcado para morrer, 1964/1984, Eduardo Coutinho. SuperOutro, 1989, Edgar Navarro.
Luciana Corrêa de Araújo, professora e pesquisadora – A filha do advogado, 1926, Jota Soares. Tereré não resolve!, 1938, Luís (Lulu) de Barros, 1938. O mestre de Apipucos e O poeta do Castelo, 1959, Joaquim Pedro de Andrade, 1959. Documentário, 1966, Rogério Sganzerla. O padre e a moça, 1966, Joaquim Pedro de Andrade. A mulher de todos, 1969, Rogério Sganzerla. As duas faces da moeda, 1969, Domingos de Oliveira. Teremos infância, 1974, Aloysio Raulino. Chapeleiros, 1984, Adrian Cooper. Filme de amor, 2003, Júlio Bressane.
Lúcio Aguiar, cineasta e pesquisador – São Bernardo, 1971, Leon Hirszman (assisti no Lido). Limite, 1931, Mário Peixoto (assisti na Sala Funarte do Museu Nacional de Belas Artes). Navalha na carne, 1969, Braz Chediak (assisti no Vitória). A opinião pública, 1967, Arnaldo Jabor (assisti no Plaza). A velha a fiar, 1964, Humberto Mauro (assisti no Cine Hora). Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade (assisti no Cineclube Macunaíma). O amuleto de Ogum, 1974, Nelson Pereira dos Santos (assisti no Vitória). Meu nome é Tonho, 1969, Ozualdo Candeias (assisti no Cineclube Santa Tereza). Crônica da cidade amada, 1964, Carlos Hugo Christensen (assisti no Bruni Flamengo). Ladrões de cinema, 1977, Fernando Coni Campos (assisti no Cinema 1).
Luiz Carlos Lacerda, cineasta – Azyllo muito louco, 1970, Nelson Pereira dos Santos. São Bernardo, 1971, Leon Hirszman. Assalto ao trem pagador, 1962, Roberto Farias. Gordos & magros, 1976, Mário Carneiro. Índia, a filha do sol, 1982, Fábio Barreto. Jango, 1984, Sílvio Tendler. Lara, 2002, Ana Maria Magalhães. O homem que engarrafava nuvens, 2009, Lirio Ferreira. Uirá, um índio à procura de Deus, 1973, Gustavo Dahl. O homem da capa preta, 1986, Sérgio Rezende.
Luiz Joaquim, crítico do jornal Folha de Pernambuco – Inocência, 1983, Walter Lima Jr. Tudo bem, 1978, Arnaldo Jabor. Viagem aos seios de Duília, 1964, Carlos Hugo Christensen. A hora da estrela, 1985, Suzana Amaral. Todas as mulheres do mundo, 1967, Domingos de Oliveira. Eu sei que vou te amar, 1986, Arnaldo Jabor. Pixote, 1981, Hector Babenco. Chuvas de verão, 1978, Carlos Diegues. Bye Bye Brasil, 1980, Carlos Diegues. O Trapalhão nas minas do rei Salomão, 1977, J. B. Tanko.
Luís Alberto Rocha Mello, crítico, cineasta e pesquisador – As aventuras amorosas de um padeiro, 1976, Waldyr Onofre. Sem essa, Aranha, 1970, Rogério Sganzerla. Fulaninha, 1986, David Neves. Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. Tudo azul, 1952, Moacyr Fenelon. Bang bang, 1970, Andrea Tonacci. Rio, Zona Norte, 1957, Nelson Pereira dos Santos. Maridinho de luxo, 1938, Luís (Lulu) de Barros. Carnaval Atlântida, 1952, José Carlos Burle. Gordos e magros, 1978, Mário Carneiro.
Luiz Rosemberg Filho, cineasta – Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. Os fuzis, 1965, Ruy Guerra. Vidas secas, 1963, Nelson Pereira dos Santos. O bravo guerreiro, 1968, Gustavo Dahl. Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. Tudo bem, 1978, Arnaldo Jabor. São Bernardo, 1971, Leon Hirszman, O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Bang Bang, 1971, Andrea Tonacci.
Marcelo Ikeda, editor do site Casulofilia e professor – Aopção ou As rosas da estrada, 1981, Ozualdo Candeias. (O grande filme esquecido do cinema nacional. O Brasil sem paternalismo. A opção de Candeias. Um cinema radical e solitário). Limite, 1931, Mário Peixoto. (À frente de seu tempo. Rigor e vigor. Um filme definitivo. Uma ilha no cinema brasileiro). Estética da solidão, 2001, Irmãos Pretti. (Antecipa o jovem cinema contemporâneo brasileiro em dez anos. Para mim, abriu uma possibilidade sem fim: fazer tudo com nada; um cinema de tudo ou nada. Sem concessões. Sem anestesia. Somente a solidão, que escorre na duração de cada plano). Estranho triângulo, 1970, Pedro Camargo. (Pedro Camargo é um grande cineasta brasileiro incompreendido. Um filme feito com o coração, com a cabeça e com o sexo. O Kane brasileiro: Rosebud e os castelos de areia. Tudo o que se pode esperar de um primeiro filme: uma declaração de princípios. Como típico filme de Pedro Camargo, um falso filme de gênero – ou um falso filme de produtor – sobre o fim do sonho do progresso brasileiro). Crônica de um industrial, 1978, Luiz Rosemberg Filho. (O canto do cisne do cinema novo. O decadentismo a la Visconti. Fusão ambígua entre o cinema novo e o cinema marginal. Profunda declaração de contas pessoal. O mais belo filme amargo do cinema brasileiro). O bravo guerreiro, 1969, Gustavo Dahl. (Um filme visionário, à frente de seu tempo. Um documentário sobre a história política do cinema brasileiro: Pereio é Dahl dez, vinte, trinta, quarenta anos depois. Um filme atual, sempre. O grande final do cinema brasileiro). Vilas volantes/O verbo contra o vento, 2005, Alexandre Veras. (O mais importante filme da história do cinema cearense. Memória e processo. Sokurov e Tarkovski nas areias do interior do Ceará. Tudo se esvai menos a beleza do momento. O início de novos rumos para o cinema contemporâneo brasileiro). Matou a família e foi ao cinema, 1969, Júlio Bressane. (Uma elegia ao desespero. O cinema pode ser tudo se se entregar ao verdadeiro. Um belo filme sobre a tragicidade da beleza de um encontro sem volta. O amor e a morte. A morte de um cinema por um ato de amor). O velho e o novo, 1967, Maurício Gomes Leite. (A vitória da palavra contra o silêncio, do tempo contra a morte, da liberdade contra o medo, do pensamento contra a clausura. Um enorme filme sobre a liberdade deste injustiçado que é Maurício Gomes Leite). Serras da desordem, 2006, Andrea Tonacci. (Depois de mais de trinta anos sem realizar um longa de ficção, Tonacci mostra que permanece à frente de seu tempo. Um filme definitivo sobre o Brasil. Um filme sobre o paraíso perdido. Tonacci, Carapiru, nós, o Brasil).
Marcelo Miranda, crítico e jornalista – O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Bang bang, 1971, Andrea Tonacci. A dama do lotação, 1982, Neville d’Almeida. À meia-noite levarei sua alma, 1964, José Mojica Marins. O segredo da múmia, 1982, Ivan Cardoso. Cabaré mineiro, 1980, Carlos Alberto Prates Correia. Lilian M – Relatório confidencial, 1975, Carlos Reichenbach. O Trapalhão nas minas do rei Salomão, 1977, J. B. Tanko. Os Trapalhões e o Mágico de Oroz, 1984, Vítor Lustosa e Dedé Santana. Gringo, o último matador, 1972, Tony Vieira. O bem dotado/O homem de Itu, 1978, José Miziara.
Marcus Mello, professor e pesquisador – O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Bar Esperança, 1983, Hugo Carvana. Copacabana me engana, 1968, Antônio Carlos Fontoura. Filme demência, 1986, Carlos Reichenbach. O grande momento, 1957, Roberto Santos. Madame Satã, 2002, Karim Aïnouz. Noite vazia, 1965, Walter Hugo Khouri. Nunca fomos tão felizes, 1984, Murilo Salles. Santiago, 2007, João Moreira Salles. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha.
Maria do Rosário Caetano, jornalista da Revista de Cinema – Ilha das Flores, 1989, Jorge Furtado. SuperOutro, 1989, Edgard Navarro. Guerra conjugal, 1975, Joaquim Pedro de Andrade. Narradores de Javé, 2003, Eliane Caffé. Baile perfumado, 1997, Lírio Ferreira e Paulo Caldas. A rainha diaba, 1974, Antonio Carlos Fontoura. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. Vidas secas, 1963, Nelson Pereira dos Santos. A hora e vez de Augusto Matraga, 1966, Roberto Santos. Cidade de Deus, 2002, Fernando Meirelles.
Myrna Silveira Brandão, pesquisadora – Limite, 1931, Mário Peixoto. Vidas secas, 1963, Nelson Pereira dos Santos. A hora da estrela, 1985, Suzana Amaral. O invasor, 2002, Beto Brant. Tropa de elite, 2007, José Padilha. Eu tu eles, 2000, Andrucha Waddington. Assalto ao trem pagador, 1962, Roberto Farias. Cabra marcado para morrer, 1964/1984, Eduardo Coutinho. A máquina, 2005, João Falcão. A hora e a vez de Augusto Matraga, 1966, Roberto Santos.
Paulo Ricardo G. de Almeida, crítico– Limite, 1931, Mário Peixoto. O dragão da maldade contra o santo guerreiro, 1969, Glauber Rocha. O mágico e o delegado, 1983, Fernando Coni Campos. A idade da terra, 1980, Glauber Rocha. A hora e a vez de Augusto Matraga, 1965, Roberto Santos. Aopção ou As rosas da estrada, 1981, Ozualdo Candeias. Carnaval Atlântida, 1952, José Carlos Burle. Rio Zona Norte, 1957, Nelson Pereira dos Santos. Tocaia no asfalto, 1962, Roberto Pires. O império do desejo, 1981, Carlos Reichenbach.
Paulo Sacramento, cineasta e montador – O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Blá Blá Blá, 1968, Andrea Tonacci. Filme demência, 1986, Carlos Reichenbach. São Paulo S/A, 1965, Luís Sérgio Person. À meia noite levarei sua alma, 1964, José Mojica Marins. Cronicamente inviável, 2000, Sérgio Bianchi. O cangaceiro, 1953, Lima Barreto. Sargento Getúlio, 1983, Hermano Penna. Horror Palace Hotel, 1978, Jairo Ferreira. O jogo da vida, 1977, Maurice Capovilla.
Paulo Santos Lima, crítico e jornalista – O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. Bang Bang, 1971, Andrea Tonacci. Os cafajestes, 1962, Ruy Guerra. A mulher de todos, 1969, Rogério Sganzerla. O gosto do pecado, 1980, Cláudio Cunha. A idade da terra, 1980, Glauber Rocha. São Paulo S/A, 1965, Luís Sérgio Person. Amor, palavra prostituta, 1982, Carlos Reichenbach. O rei do baralho, 1973, Júlio Bressane. Todas as mulheres do mundo, 1967, Domingos de Oliveira. Convite ao prazer, 1980, Walter Hugo Khouri. O Trapalhão no planalto dos macacos, 1976, J. B. Tanko. Toda nudez será castigada, 1973, Arnaldo Jabor.
Paulo Sérgio Almeida, cineasta, editor do site FilmeB – Menino de engenho, 1965, Walter Lima Jr. Matar ou correr, 1952, Carlos Manga. Xica da Silva, 1976, Carlos Diegues. Jardim de guerra, 1970, Neville d’Almeida. Matou a família e foi ao cinema, 1969, Júlio Bressane. Cinema, aspirinas e urubus, 2005, Marcelo Gomes. Central do Brasil, 1998, Walter Salles. Santiago, 2007, João Moreira Salles. Vinicius, 2005, Miguel Faria Jr. Juventude, 2008, Domingos de Oliveira.
Pedro Butcher, crítico, site FilmeB – Memórias do cárcere, 1984, Nelson Pereira dos Santos. A idade da terra, 1980, Glauber Rocha. Viagem ao fim do mundo, 1968, Fernando Coni Campos. Limite, 1931, Mário Peixoto. Miramar, 1997, Júlio Bressane. Tudo é Brasil, 1997, Rogério Sganzerla. Carnaval Atlântida, 1952, José Carlos Burle. SuperOutro, 1989, Edgar Navarro. Central do Brasil, 1998, Walter Salles. Jogo de cena, 2007, Eduardo Coutinho.
Poty Oliveira, pesquisador – Carnaval no fogo, 1949, Watson Macedo. Pecado de Nina, 1950, Eurides Ramos. Aviso aos navegantes, 1950, Watson Macedo. Maior que o ódio, 1951, José Carlos Burle. Presença de Anita, 1951, Ruggero Jacobbi. Caiçara, 1950, Adolfo Celi. Luz apagada, 1953, Carlos Thiré. Areias ardentes, 1952, J. B. Tanko. Caminhos do sul, 1949, Fernando de Barros. A sombra da outra, 1950, Watson Macedo.
Rafael Ciccarini, professor, editor do site Filmes Polvo – Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. São Paulo S/A, 1965, Luís Sérgio Person. Limite, 1931, Mário Peixoto A ilha dos prazeres proibidos, 1979, Carlos Reichenbach. Di Cavalcanti, 1977, Glauber Rocha. Lábios sem beijos, 1930, Humberto Mauro. Rio 40º, 1955, Nelson Pereira dos Santos. Nem tudo é verdade, 1986, Rogério Sganzerla. Eles não usam black-tie, 1981, Leon Hirszman. O padre e a moça, 1966, Joaquim Pedro de Andrade. Copacabana mon amour, 1970, Rogério Sganzerla. A herança, 1970, Ozualdo Candeias.
Rafael de Luna, professor e pesquisador – Navalha na carne, 1969, Braz Chediak. Em nome da segurança nacional, 1984, Renato Tapajós, Não por acaso, 2007, Philipe Barcinski. Aruanda, 1960, Linduarte Noronha. Alô, alô, carnaval!, 1936, Adhemar Gonzaga. Samba em Berlim, 1943, Luís (Lulu) de Barros. A máscara da traição, 1968, Roberto Pires. Barra pesada, 1977, Reginaldo Faria. Fábula, 1963, Arne Sucksdorff. Eles não usam black-tie, 1981, Leon Hirszman. Memória, 1990, Roberto Henkin. Aí vem o Barão, 1951, Watson Macedo. Vereda da salvação, 1965, Anselmo Duarte.
Remier Lion, pesquisador – Tristezas não pagam dívidas, 1944, José Carlos Burle. Berlim na batucada, 1944, Luís (Lulu) de Barros. Pé na tábua, 1958, Victor Lima. O átomo brincalhão, 1964, Roberto Miller. À meia-noite levarei sua alma, 1964, José Mojica Marins. Ver e ouvir, 1966, Antônio Carlos Fontoura. A mulher de todos, 1969, Rogério Sganzerla. O rei do baralho, 1973, Júlio Bressane. Celacanto provoca Lerfá Mu, 1979, Pedro Camargo. O segredo da múmia, 1982, Ivan Cardoso.
Ricardo Calil, crítico do jornal Folha de São Paulo – Os saltimbancos Trapalhões, 1981, J. B. Tanko. Houve uma vez dois verões, 2002, Jorge Furtado. Iracema, uma transa amazônica, 1974, Jorge Bodanzky e Orlando Senna. A mulher de todos, 1969, Rogério Sganzerla. Guerra conjugal, 1975, Joaquim Pedro de Andrade. Á meia-noite levarei sua alma, 1964, José Mojica Marins. A idade da terra, 1980, Glauber Rocha. Todas as mulheres do mundo, 1967, Domingos de Oliveira. Baile perfumado, 1997, Lírio Ferreira e Paulo Caldas. O homem do sputnik, 1959, Carlos Manga.
Ricardo Miranda, cineasta e montador – Sem essa, Aranha, 1970, Rogério Sganzerla. A idade da terra, 1980, Glauber Rocha. Triste trópico, 1974, Arthur Omar. O desafio, 1965, Paulo César Saraceni. Assuntina das Américas, 1976, Luiz Rosemberg Filho. A vida provisória, 1968, Maurício Gomes Leite. Os inconfidentes, 1972, Joaquim Pedro de Andrade. América do sexo (episódio Sexta feira da paixão, sábado de Aleluia), 1969, Leon Hirszman. O rei da vela, 1983, José Celso Martinez Correa e Noilton Nunes. Deserto feliz, 2007, Paulo Caldas.
Rodrigo de Oliveira, crítico – Bang Bang, 1971, Andrea Tonacci. Sem essa, Aranha, 1970, Rogério Sganzerla. A lira do delírio, 1978, Walter Lima Jr. O padre e a moça, 1966, Joaquim Pedro de Andrade. Câncer, 1972, Glauber Rocha. Jardim de guerra, 1970, Neville d’Almeida. Memórias de um estrangulador de louras, 1971, Júlio Bressane. Serras da desordem, 2006, Andrea Tonacci. Carnaval Atlântida, 1952, José Carlos Burle. A vida provisória, 1968, Maurício Gomes Leite.
Rodrigo Fonseca, jornalista e crítico do jornal O Globo (RJ) – Tropa de elite 2, 2010, José Padilha. Lúcio Flávio, o passageiro da agonia, 1977, Hector Babenco. O mágico e o delegado, 1993, Fernando Coni Campos. Bar Esperança, 1993, Hugo Carvana. O cangaceiro trapalhão, 1983, Daniel Filho. Noite vazia, 1965, Walter Hugo Khouri. Lavoura arcaica, 2001, Luiz Fernando Carvalho. Eu te amo, 1981, Arnaldo Jabor. O cheiro do ralo, 2006, Heitor Dhalia. Bye bye Brasil, 1980, Carlos Diegues.
Roger Lerina, crítico e jornalista – Noite vazia, 1965, Walter Hugo Khouri. Lavoura arcaica, 2001, Luiz Fernando Carvalho. Jogo de cena, 2007, Eduardo Coutinho. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. Viajo porque preciso, volto porque te amo, 2007, Karim Aïnouz e Marcelo Gomes. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla.. Toda nudez será castigada, 1973, Arnaldo Jabor. Limite, 1931, Mário Peixoto. Santiago, 2007, João Moreira Salles. Bye, Bye Brasil, 1980, Carlos Diegues.
Rosângela Sodré, pesquisadora – Anjos da noite, 1987, Wilson Barros. Cidade oculta, 1986, Chico Botelho. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Di Cavalcanti, 1977, Glauber Rocha. São Paulo S/A, 1965, Luís Sergio Person. Fragmentos da vida, 1929, José Medina. São Paulo, a sinfonia da metrópole, 1929, Rudolfo Lustig & Adalberto Kemeny. A lira do delírio, 1978, Walter Lima Jr. Baile perfumado, 1997, Lírio Ferreira e Paulo Caldas. O invasor, 2002, Beto Brant.
Rubens Ewald Filho, crítico e jornalista – As cariocas, 1966, Roberto Santos (Iris Bruzzi lavando o carro e brigando com a vizinhança no episódio de Roberto Santos, finalmente dando banana para o público na televisão. Não o filme todo, só esse episódio). Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. (O filme todo). Absolutamente certo, 1957, Anselmo Duarte. (Dercy Gonçalves tocando tuba em Jura). Todas as mulheres do mundo, 1967 (Leila Diniz, uma mulher solar conforme descreve Domingos de Oliveira). A hora e a vez de Augusto Matraga, 1966, Roberto Santos (Leonardo Villar de cócoras para fumar seu primeiro cigarro depois de muito sofrimento). O homem do sputnik, 1959, Carlos Manga (Norma Bengell de Brigitte, Jô Soares de espião americano, toda a sátira e elenco). Menino de engenho, 1965, Walter Lima Jr. (O garoto correndo atrás do trem). Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade (em particular a primeira parte). Eles não usam black-tie, 1981, Leon Hirszman (Fernanda Montenegro catando feijão). O pagador de promessas, 1962, Anselmo Duarte (as portas da igreja sendo abertas à força).
Sérgio Alpendre, crítico – Limite, 1931, Mário Peixoto. São Paulo S/A, 1965, Luís Sérgio Person. Sem essa, Aranha, 1970, Rogério Sganzerla. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. A hora e a vez de Augusto Matraga, 1966, Roberto Santos. Rio, Zona Norte, 1957, Nelson Pereira dos Santos. Ganga bruta, 1933, Humberto Mauro. Serras da desordem, 2006, Andrea Tonacci. São Bernardo, 1971, Leon Hirszman. Agonia, 1978, Júlio Bressane.
Sérgio Augusto, crítico e jornalista – Carnaval no fogo, 1949, Watson Macedo. Nem Sansão nem Dalila, 1955, Carlos Manga. Rio 40º, 1955, Nelson Pereira dos Santos. O grande momento, 1958, Roberto Santos. O homem do sputnik, 1959, Carlos Manga. Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. São Paulo S/A, 1965, Luís Sérgio Person. Todas as mulheres do mundo, 1967, Domingos de Oliveira. Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. O ano em que meus pais saíram de férias, 2006, Cao Hamburger.
Sérgio Sanz, cineasta – Vidas secas, 1963, Nelson Pereira dos Santos. Os deuses e os mortos, 1970, Ruy Guerra. Aruanda, 1960, Linduarte Noronha. Porto das Caixas, 1962, Paulo César Saraceni. Bicho de sete cabeças, 2001, Laís Bodanzky. Rio Zona Norte, 1957, Nelson Pereira dos Santos. Ladrões de cinema, 1977, Fernando Coni Campos. Vai trabalhar, vagabundo, 1973, Hugo Carvana. São Bernardo, 1971, Leon Hirszman. A grande cidade, 1966, Carlos Diegues.
Sheila Schvarzman, historiadora, pesquisadora e professora – O canto da saudade, 1952, Humberto Mauro. Inocência, 1983, Walter Lima Jr. Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. A ilha dos prazeres proibidos, 1979, Carlos Reichenbach. Nelson Cavaquinho, 1969, Leon Hirszman. O invasor, 2002, Beto Brant. Baile Perfumado, 1997, Lírio Ferreira e Paulo Caldas. Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. Eduardo Coutinho (não consigo me decidir sobre qual deles).
Silviano Santiago, escritor – O cangaceiro, 1953, Lima Barreto. Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. Agulha no palheiro, 1953, Alex Viany. Rio Zona Norte, 1957, Nelson Pereira dos Santos. A vida provisória, 1968, Maurício Gomes Leite. Jardim de guerra, 1970, Neville d’Almeida. Os inconfidentes, 1972, Joaquim Pedro de Andrade. Terra estrangeira, 1996, Walter Salles e Daniela Thomas. Madame Satã, 2002, Karim Aïnouz. A causa secreta, 1984, Sérgio Bianchi.
Silvio Da-Rin, cineasta – Terra em transe, 1967, Glauber Rocha. A hora e a vez de Augusto Matraga, 1965, Roberto Santos. Cabra marcado para morrer, 1964-1984, Eduardo Coutinho. Ó xente, pois não, 1972, Joaquim Assis. Os fuzis, 1963, Ruy Guerra. Terra estrangeira, 1995, Walter Salles. Bahia de todos os santos, 1961, Trigueirinho Neto. Todas as mulheres do mundo, 1967, Domingos de Oliveira. Gimba, presidente dos valentes, 1963, Flávio Rangel. Cildo Meireles, 1979, Wilson Coutinho.
Silvio de Abreu, cineasta, roteirista e autor de telenovelas – Aviso aos navegantes, 1950, Watson Macedo. Cidade de Deus, 2000, Fernando Meirelles. Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. Esse Rio que eu amo, 1962, Carlos Hugo Christensen. Nem Sansão nem Dalila, 1955, Carlos Manga. Pixote, 1981, Hector Babenco. São Paulo S/A, 1965, Luís Sergio Person. Sinfonia carioca, 1955, Watson Macedo. Tudo bem, 1978, Arnaldo Jabor. Vidas secas, 1963, Nelson Pereira dos Santos.
Susana Schild, crítica, jornalista e roteirista – Vidas secas, 1963, Nélson Pereira dos Santos. Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. Carnaval Atlântida, 1952, José Carlos Burle. O pagador de promessas, 1962, Anselmo Duarte. A marvarda carne, 1987, André Klotzel. O homem que copiava, 2003, Jorge Furtado. Central do Brasil, 1998, Walter Salles. Cidade de Deus, 2000, Fernando Meirelles. Cabra marcado para morrer, 1964/1984, Eduardo Coutinho. Pixote, 1981, Hector Babenco.
Tarcísio Vidigal, produtor – Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. Vidas secas, 1963, Nelson Pereira dos Santos. Noites do sertão, 1984, Carlos Alberto Prates Correia. Os matadores, 1997, Beto Brant. O padre e a moça, 1966, Joaquim Pedro de Andrade. A estrela sobe, 1974, Bruno Barreto. A hora e a vez de Augusto Matraga, 1966, Roberto Santos. Filme de amor, 2003, Júlio Bressane. A suprema felicidade, 2010, Arnaldo Jabor. Todas as mulheres do mundo, 1967, Domingos de Oliveira.
Tatiana Monassa, crítica – Alô, alô, carnaval!, 1936, Adhemar Gonzaga. Aopção ou As rosas da estrada, 1981, Ozualdo Candeias. Boca de Ouro, 1962, Nelson Pereira dos Santos. O invasor, 2002, Beto Brant. Limite, 1931, Mário Peixoto. Madame Satã, 2002, Karim Aïnouz. O matador profissional, 1969, Jece Valadão. Mineirinho vivo ou morto, 1967, Aurélio Teixeira. Porto das Caixas, 1962, Paulo César Saraceni. Tudo é Brasil, 1997, Rogério Sganzerla.
Tunico Amâncio, pesquisador e professor – Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Rogério Sganzerla. O bandido da luz vermelha, 1968, Rogério Sganzerla. A hora e a vez de Augusto Matraga, 1965, Roberto Santos. Macunaíma, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. Tudo bem, 1978, Arnaldo Jabor. Cabaré mineiro, 1980, Carlos Alberto Prates Correia. O amuleto de Ogum, 1974, Nelson Pereira dos Santos. Ilha das Flores, 1989, Jorge Furtado. Selva trágica, 1963, Roberto Farias. Um homem sem importância, 1971, Alberto Salvá. Memórias de um estrangulador de louras, 1971, Júlio Bressane. Aopção ou As rosas da estrada, 1981, Ozualdo Candeias.
Walter Carvalho, cineasta e diretor de fotografia – Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha.Vidas secas, 1963, Nelson Pereira dos Santos. Os fuzis, 1964, Ruy Guerra. Macunaima, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. O anjo nasceu, 1969, Júlio Bressane. Limite, 1931, Mário Peixoto. A lira do delírio, 1978, Walter Lima Jr. Terra estrangeira, 1996, Walter Salles e Daniela Thomas. Onibus 174, 2002, José Padilha e Felipe Lacerda. Noticias de uma guerra particular, 1999, João Moreira Salles e Kátia Lund. Chico Antonio, um herói com caráter, 1984, Eduardo Escorel. O país de São Saruê, 1971, Vladimir Carvalho. Lavoura arcaica, 2001 , Luiz Fernando Carvalho.
Zé José (Eduardo Souza Lima), jornalista e cineasta – O país de São Saruê, 1971, Vladimir Carvalho. Cão sem dono, 2007, Beto Brant e Renato Ciasca. Amarelo manga, 2002, Cláudio Assis. Ganga Zumba, 1963, Carlos Diegues. Deus e o diabo na terra do sol, 1964, Glauber Rocha. São Paulo S/A, 1965, Luís Sérgio Person. O Trapalhão na ilha do tesouro, 1975, J.B. Tanko. Roberto Carlos e o diamante cor-de-rosa, 1968, Roberto Farias. Assalto ao trem pagador, 1962, Roberto Farias. O grande momento, 1958, Roberto Santos.
Zeca Zimmerman, produtor – Rio 40º, 1955, Nelson Pereira dos Santos. Vidas secas, 1963, Nelson Pereira dos Santos. Chuvas de verão, 1978, Carlos Diegues. Os fuzis, 1964, Ruy Guerra. Tudo bem, 1978, Arnaldo Jabor. Dona Flor e seus dois maridos, 1976, Bruno Barreto. Carnaval no fogo, 1949, Watson Macedo. Stelinha, 1990, Miguel Faria Jr. Assalto ao trem pagador, 1962, Roberto Farias. Faca de dois gumes, 1989, Murilo Salles.
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